Esqueçam o tom palanqueiro de Lula e levem em consideração a excelente nota oficial do governo sobre a decisão do governo Trump. Ela diz o essencial: a soberania é inegociável e acena para a negociação com os Estados Unidos para se buscar a colaboração e ações conuntas de combate ao narcotráfico. A rigor, o governo Lula optou pela via da diplomacia e não do confronto, percorrendo um caminho muito semelhante ao que adotou a preesidente do México e o presidente da Colômbia, quando Trump qualificou como terroristas organizações do narcotráfico desses dois países.
É isso que tem de ser feito. Baixar a bola. Afirmar nossa soberania e buscar um patamar comum, numa postura colaborativa.
Destaco outro ponto extremamente importante da nota. Ele é uma ruptura com a visão romanceada que a esquerda cultivou durante bom tempo sobre a criminalidade, como se ela fosse fruto exclusivamente das injustiças sociais.
Pela primeira vez, governos do PT chamam de terror e de terrorismo o regime ao qual estão submetidos os milhões de brasileiros explorados e reprimidos pelo PCC e Comando Vermelho. Chamar isso de terror, como a nota deixa claro, não se conjunde com o terrorismo internacional e tradicional.
Há que se ter a calma necessária para não se cair na armadilha de análises catastrofistas, como se estivéssemos diante da ameaça de acontecer em nosso país o que aconteceu na Venezuela.
É fundamental ter em mente duas coisas: O Brasil não é a Venezuela e Lula não é Maduro. No governo Trump organizações criminosas de diversos países e territórios foram consideradas como terroristas e isso não quer dizer que em todos esses países houve intervenção direta e bélica dos Estados Unidos.
Estamos distante – e põe distância nisso – de vermos áreas controladas pelo PCC e o Comando Vermelho serem alvos de drones americanos ou de ataques americanos a barco na Baia da Guanabara.












