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A sessão histórica do STF – por Paulo Cursino

A melhor coisa da sessão histórica do STF ontem não foi o seu resultado, até porque não houve nenhum como sempre, mas a exposição cada vez maior dos porcos de Orwell que tomaram nossa Suprema Corte. Em cada rosto, em cada gesto, em cada empostação de voz, entrevemos e encaramos o nosso mal maior, o nosso ridículo, o eterno coronelismo brasileiro, agora em versão alfa, com hálito de Macallan.

Coloquem um microfone à frente de qualquer um de nossos juízes, por horas, que em algum momento, é inescapável, sua verdadeira índole se revelará. Se não sua índole, seu despreparo. Se não seu despreparo, sua arrogância. Se não sua arrogância, sua humana tibieza. Se não sua humanidade, sua patente podridão. Uma sessão do nosso Supremo é um reflexo no espelho de fim de noite da alma do país.

A esquerda brasileira via petismo e tucanismo destruiu nossa saúde, nossos hospitais, nossa economia, nossa educação, nosso futuro. Vimos e sentimos isso todos os dias no país que nos cerca. Porém, o atual Supremo é a grande obra-prima da nossa esquerda, seu grande monumento, seu anticristo não redentor, um valhacouto de concreto armado cravado em Brasília, intocável em todos os sentidos, para os principais bandidos do país. O STF brasileiro hoje é a representação máxima do nosso atraso, o símbolo máximo do que de pior o país já produziu.

O mundo lá fora hoje discute questões do futuro, de IAs sem controle a crise energética pesada, de saltos quânticos a bases na lua, mas nós aqui, no brasilzinho minúsculo e eternamente preso ao seu passado, temos um eleitorado babaquara que aplaude chicaninha jurídica de ditadores de toga e que chama juízes corruptos de heróis da democracia. O Brasil nunca foi lá grande coisa, convenhamos, mas jamais imaginei que chegaríamos um nível subatômico de ridículo como ontem.

No mais, não vi grande coisa na frase do Gilmar Mendes. Apenas um ato falho que referenda o vagabundo imoral que ele sempre foi. Zero surpresa. Eu acho até que ele está atrasado. Porque eu realmente não duvido, sem exagero algum, que traficantes hoje já não falam entre si desta forma quando se encontram nas bocas, “até juiz do STF é mais firmeza que a gente aqui”. Acho que teria bandido se sentindo ofendido com a comparação.

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