Os números divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral merecem nossa reflexão. Nas eleições municipais de 2024, somente 66,43% dos eleitores com idade entre 70 e 74 anos compareceram às urnas, o que corresponde a uma abstenção de 33,57%. Entre aqueles com 75 a 79 anos, o comparecimento caiu para 49,55% — portanto, 50,45% não votaram.
Na eleição presidencial de 2022, em seu segundo turno, a abstenção geral ficou próxima de 21%. Foram registrados 1.751.415 votos em branco, equivalentes a 1,43%, e 3.889.466 votos nulos, correspondentes a 3,16% dos votos depositados, conforme dados divulgados pelo TSE.
Esses números mostram que milhões de brasileiros deixaram de participar efetivamente da escolha de seus governantes.

Nós, que temos mais de 70 anos, não podemos permanecer omissos na próxima eleição. É verdade que, para nossa faixa etária, o voto é facultativo. Entretanto, facultativo não significa desnecessário. Ao contrário: nossa experiência de vida aumenta a responsabilidade diante das decisões que determinarão os rumos do Brasil.
Precisamos pensar no país que deixaremos para nossos filhos, netos e bisnetos.
Também é expressivo o número de votos nulos e em branco. Embora representem formas legítimas de manifestação, esses votos não são considerados válidos e não ajudam a escolher aqueles que terão a responsabilidade de governar e legislar.
Não adianta apenas reclamar, criticar ou condenar tudo o que acontece no Brasil. Em uma democracia, nossa principal arma é o voto: consciente, responsável e livre.
A idade nos deu experiência, conhecimento e capacidade de reflexão. Por isso, mesmo não sendo obrigados a votar depois dos 70 anos, devemos participar. O futuro do país também depende de nós.
Na próxima eleição, não fique em casa. Compareça, analise os candidatos, escolha com consciência e exerça plenamente a sua cidadania.
Vamos diminuir a abstenção. O Brasil precisa do voto de todos.












