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Flávio Bolsonaro. Sim! – por Ronaldo Bianchi

Os dois turnos da eleição de 2026 decidirão o Brasil de que precisamos. Três questões serão determinantes: segurança, equilíbrio fiscal e estabilidade jurídica.

A segurança pública terá prioridade em seu governo. Eleito, deverá libertar territórios brasileiros hoje submetidos às facções criminosas. Combater o crime organizado com a importância que ele tem. Fazer o que precisa ser feito. Perseguição implacável aos donos do crime e a seus colaboradores. É preciso trocar o encarceramento banal pelo encarceramento qualitativo. Retirar das ruas 30 mil integrantes do crime organizado de elevada periculosidade. São eles que comandam, organizam e executam parte relevante das disputas territoriais entre facções. A meta será reduzir em 50%, em quatro anos, as mortes decorrentes dessas disputas.

Hoje, cerca de 40 mil brasileiros morrem anualmente de forma violenta. Uma parcela dessas mortes decorre das disputas territoriais, dos acertos de contas e dos justiçamentos entre facções. Atacar o núcleo do crime organizado significa atingir uma das causas da violência, e não apenas seus efeitos.

O equilíbrio fiscal tornará o Brasil livre do sequestro financeiro das taxas de juros superiores a dois dígitos. A inflexão da trajetória fiscal em direção ao superávit permitirá a queda dos juros e realimentará a economia com recursos compatíveis com o desenvolvimento, quebrando a série histórica de taxas medíocres de crescimento. O Brasil deverá crescer, no mínimo, 5% ao ano a partir de 2028. Esse intento só será possível com superávits fiscais.

A nossa economia deverá alcançar uma taxa de investimento de 25% do PIB ao ano. Hoje é de 15%. Com crescimento dessa ordem, diminuirá a necessidade de expansão permanente dos gastos sociais. Os empregos gerados farão o papel social de uma economia saneada. É preciso dar independência ao povo brasileiro, substituindo progressivamente a dependência de transferências pela geração de emprego e renda.

O terceiro ponto é a estabilidade jurídica e judicial, fundação deste novo Brasil. A legislação precisa ser modificada para que o Judiciário não seja uma porta giratória, onde o bandido entra e sai continuamente. A polícia prende; o Judiciário solta, muitas vezes amparado por mecanismos legais que reduzem a efetividade do encarceramento. O crime precisa ser percebido como mau negócio. Sentenças severas e cumpridas na integralidade mudarão a relação entre risco e benefício da atividade criminosa. O governo de Flávio deverá promover uma mudança importante nesse cenário.

O STF também passará por renovação nos próximos anos. Caberá ao presidente da República indicar os nomes para as vagas que efetivamente surgirem durante seu mandato, submetendo-os à aprovação do Senado. Esperamos que o sistema de escolha seja aperfeiçoado e que os novos indicados por Flávio estejam à altura dos desafios nacionais.

Flávio assume, assim, o compromisso com três pilares que considero essenciais ao desenvolvimento nacional: segurança, equilíbrio fiscal e estabilidade jurídica.

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