Impressiona a força social, econômica e emocional do futebol no mundo. Nenhum outro esporte consegue mobilizar tantos povos, parar tantos países e transformar uma simples partida em acontecimento mundial.
A Copa do Mundo realizada no México, Canadá e Estados Unidos revela, mais uma vez, o poder gigantesco da FIFA. A arrecadação será extraordinária. Os ingressos custam fortunas, os estádios ficam lotados, as emissoras de rádio e televisão faturam cifras imensas, e os patrocinadores disputam cada segundo de exposição.
O futebol, que nasceu simples, popular e de rua, tornou-se também uma máquina econômica poderosa. Há beleza nisso, mas há também contradição. O esporte do povo muitas vezes se afasta do próprio povo, quando o preço de um ingresso impede que o torcedor comum esteja presente.
Ainda assim, o futebol resiste como paixão. Ele emociona, une famílias, divide opiniões, cria heróis e também produz injustiças. Em noventa minutos, um país inteiro pode sorrir ou sofrer.
Essa é a grandeza do futebol: ao mesmo tempo em que movimenta bilhões, continua dependendo de algo que o dinheiro não compra — a emoção sincera de quem torce.












