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O cerco presidencial em pinça: STF e BC – por Ronaldo Bianchi

As quatro nomeações para o STF — uma para a vaga já aberta e três em substituição a ministros, entre eles Fux, que seria de oposição — definirão a supremacia da toga a favor de Lula. Assim, o cerco por 20 anos estará selado à esquerda. A Corte será dominada pela situação. Os embates terminarão a seu favor, como se fosse uma bancada garantida e fatal à oposição. Quem for contra deve ser catapultado ao inferno das leis. Há quem argumente que o novo Senado, com maioria conservadora, colocará um freio nessa condição privilegiada. Pode, no máximo, impor um ritmo mais lento. Logo veremos as cooptações.

A possibilidade de Rogério Marinho assumir a presidência do Senado em fevereiro de 2027 pode mudar o cenário, mas não a tendência. Novos nomes serão colocados e aprovados pelo Senado. A força da verba é implacável. A máquina judicial triturará a oposição como pedra de brita.

A segunda frente é a possibilidade de indicar quatro diretores do Banco Central até fevereiro de 2027, considerando duas vagas já abertas e outras duas previstas para aquele mês. Na minha avaliação, serão indicados nomes favoráveis a uma forte redução nominal da Selic. Querem dar velocidade à redução dos juros. O que não levam em conta é a possibilidade de a inflação aumentar e a recessão bater às portas da economia. Baixar juros no tacape nunca deu certo, assim como tabelar preços. O mercado sai para investimentos fora do país. Os juros aumentarão na ponta do empréstimo e estão irreais na ponta da captação. Dá ruim.

O ataque em pinça é um instrumento viável quando existem bons fundamentos estratégicos. O Brasil de Lula não tem fundamento a favor do desenvolvimento. Acreditam que dar dinheiro resolve a pobreza, e não investimentos e superávits orçamentários. Dogmas da Unicamp, que nos levaram à recessão de 2015 e 2016. O governo petista quer vencer a realidade e esqueceu que 59.826.041 eleitores votaram em Flávio Bolsonaro no segundo turno, o equivalente a 48,21% dos votos válidos. A oposição das ruas e a que sobrar da compra de votos podem provocar uma reversão popular indesejável, mesmo com a mobilização do “exército de Lula”, liderado pelo aloprado “general” Janones, aquele que não sabia o nome do presidente da Argentina.

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